Basta acompanhar um pouco mais de perto para perceber o óbvio: a Prefeitura de São Bernardo deixa de lado o caráter técnico para contratar apadrinhados partidários e amigos dos chefes.

Essa prática tem sido comum no governo tucano, mas agora foi oficializado pela lei 6.745, de 7 de fevereiro, chamada de reforma administrativa. Nela, o prefeito cria novos cargos no Executivo. Foi uma (mais uma!) orientação do Ministério Público, que apontou falhas na reforma administrativa anterior. Desta vez, o governo tucano teve de renomear os cargos.

No Anexo II da nova lei, que descreve os cargos, uma das exigências para ocupar os postos inclui ser “diretamente vinculado ao secretário, diretor ou diretor de divisão de sua estrita confiança, decorrente de afinidade pessoal e profissional e alinhamento político”.

É a velha política, apenas travestida de nova.

Mas dizem que há outros problemas. Na sessão de quarta-feira, que aprovou o projeto de lei, foi apontada a mudança de aproximadamente 560 cargos. Era para extinguir os cargos e recriar os mesmos cargos com outras nomenclaturas. Trocar 6 por meia-dúzia. Mas desconfia-se que cerca de 60 cargos foram de fato criados na reforma. Vereadores estão apurando mais detalhadamente a legislação.

Vale ressaltar que a prática de colocar apadrinhados políticos e amigos na administração influi na qualidade da prestação de serviços. Ultimamente, São Bernardo apresenta problemas na limpeza pública, trânsito, Saúde, Segurança, infraestrutura e outros setores alvos de constantes reclamações dos moradores.