No despacho de busca e apreensão realizada quarta-feira (24) na Secretaria de Serviços Urbanos da Prefeitura de São Bernardo, a juíza da 5ª Vara Criminal autorizou os agentes policiais a arrombarem as portas, caso houvesse resistência durante a diligência. A ação foi realizada por policiais e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público.

“Na hipótese de ser oposta resistência ao cumprimento da presente decisão, desde já fica autorizado o arrombamento de portas, bem como a remoção dos demais obstáculos existentes, pela autoridade responsável pelo cumprimento do mandato e demais agentes que prestarem apoio”, diz trecho da decisão. Não há informações de que foi preciso arrombar as portas.

A ação na Secretaria de Serviços Urbanos, comandada pelo vice-prefeito Marcelo Lima (PSD), fez parte da Operação Lix, para combate à corrupção e fraudes em licitações. O secretário-adjunto da SU, Mario Orsolan, também foi alvo da investigação e foi exonerado quinta-feira (25).

Também foram deflagradas busca e apreensão nas residências de dois agentes públicos, que não tiveram os nomes revelados, mas informações dão conta de que seriam o secretário e o adjunto. Segundo divulgado pelo Ministério Público, houve apreensão de dinheiro vivo (R$ 135 mil com um e R$ 8.500 com outro), computadores, celulares e objetos.

Ainda de acordo com o MP, a Operação Lix é um desdobramento de operação anterior, denominada “Operação Barbatanas”, tendo como objetivo combater crimes de organização criminosa, dispensa ilegal de licitação, corrupção passiva e corrupção ativa. Na “Operação Barbatanas”, desde 2017, o investigado é Mário de Abreu, vereador do PSDB e então secretário de Meio Ambiente da gestão Orlando Morando (PSDB).

As investigações continuam e permanecem sob sigilo, segundo o Gaeco.