O Ministério Público abriu inquérito civil para investigar o prefeito Orlando Morando (PSDB) por improbidade administrativa. O alvo da promotoria são os contratos da Prefeitura com a Fundação do ABC, que consomem dos cofres públicos R$ 2 milhões por dia, como foi divulgado recentemente pela TV São Bernardo.

Também estão sendo investigadas a Fundação do ABC e seu presidente, Luiz Mario Pereira de Souza Gomes. A apuração foi aberta no mês passado e tem por objetivo averiguar “Atos Administrativos - Improbidade Administrativa - Violação aos Princípios Administrativos”.

Comenta-se nos bastidores que as contratações de profissionais da Saúde sem concurso público é um dos itens a serem investigados. Também deve estar na mira do MP a relação entre o número de médicos contratados x a qualidade da Saúde de São Bernardo.

A TV São Bernardo e outros meios de comunicação, como a TV Globo, têm mostrado as enormes filas para marcação de exames e consultas nas unidades da cidade. Também há inúmeros relatos de falta de médicos, remédios e atendimento adequado.

Enquanto isso, de janeiro de 2017 (quando Orlando assumiu o Paço) até março de 2019, a Prefeitura de São Bernardo repassou R$ 1,6 bilhão à Fundação do ABC. Os contratos são para funcionamento e apoio gerencial de equipamentos como Hospital de Clínicas, UPAs, UBSs, Pronto Socorro Central, HMU, entre outros. A instituição atua, portanto, na atenção básica e nas especialidades.

CAIXA-PRETA

Mas esses contratos são verdadeira caixa-preta. Isso porque as contratações são diretas, sem necessidade de concurso público. Mas os nomes e salários dos profissionais não são divulgados no Portal da Transparência da Prefeitura. Nem mesmo o horário e local de atendimento deles é divulgado. Desse modo, não se sabe quantos e quais funcionários devem trabalhar em cada unidade de Saúde da cidade.