O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), sofreu uma dura derrota na Câmara. O tucano gostaria que as contas de 2015 e 2016 do ex-prefeito Luiz Marinho (PT) fossem rejeitadas em votação no plenário, o que tiraria o petista da corrida pelo Paço em 2020. Mas a base governista não teve capacidade de reunir os 19 votos necessários para isso – teve 18 votos. E um vereador do DEM, Mauro Miaguti, ajudou a derrota de Orlando. Justamente os Democratas, aliados de primeira hora do governador João Doria (PSDB), que tem como vice Rodrigo Garcia (DEM).

Orlando tentou durante 2 meses convencer algum vereador a votar contra Marinho para conquistar os 19 votos. Mas não conseguiu. Miaguti e outros três vereadores se abstiveram. A bancada do PT (seis vereadores) votaram pela aprovação das contas. E 18 parlamentares seguiram a cartilha do tucano e votaram pela reprovação das contas do petista.

Durante um mês a pauta da Câmara ficou travada por causa das discussões sobre as contas. Isso porque a votação era pauta obrigatória: enquanto não fossem votadas as contas, nenhum projeto poderia entrar na pauta. Sem os 19 votos necessários, a base aliada do prefeito tratou de esvaziar as sessões, para não dar o quórum mínimo para iniciar a votação. Enquanto isso, nos bastidores, as conversas estavam a todo vapor para conquistar ao menos mais um parlamentar. Orlando não conseguiu.

Como consequência, muitos funcionários comissionados indicados por alguns vereadores que ajudaram na derrota do prefeito, e na consequente aprovação das contas do petista, estão sendo exonerados. As informações são dos próprios vereadores, que admitem retaliação do governo.