André Luiz Poleti, ex-assessor do prefeito de São Bernardo Orlando Morando (PSDB), foi preso nesta quinta-feira (1/8). Ele é acusado de participar de esquema de corrupção na Secretaria de Meio Ambiente, em que o ex-chefe da Pasta, Mario de Abreu, também ligado a Orlando, teve pedido de prisão expedido por crimes de organização criminosa, corrupção passiva, entre outras práticas criminosas. Ele ficou foragido por meses, enquanto conseguiu um habeas corpus, e tem respondido ao processo em liberdade.

Poleti, além de assessor, foi candidato a vereador em 2016 na coligação de Orlando. Nas redes sociais existem muitas fotos dos dois juntos. Informações dão conta de que eram muito próximos.

Segundo o Ministério Público, que investiga o esquema, implantado desde 2017, Mario de Abreu teria constituído organização criminosa na Prefeitura para arrecadar propinas em troca da liberação de obras embargadas e/ou autuadas pela Secretaria de Gestão Ambiental (hoje Secretaria de Meio Ambiente).

O objetivo era procurar empresários que haviam sido autuados e/ou tinham obras embargadas e então deferir recursos de multas ambientais anuladas, a emissão de termos de ajustamento de condutas e a autorização de cortes de árvores, sob a condição de recebimento de vantagens indevidas.

O Ministério Público apurou que André Luiz Poleti (conhecido também como Poleti ou “Mano Veio”) era intermediador da organização entre madeireiro, que pagaria pelas madeiras, sendo que os valores seriam convertidos em propina por conta da autorização da supressão de árvores por parte da Secretaria de Gestão Ambiental.

Passados quase 2 anos das primeiras ações da Polícia sobre o caso, alguns envolvidos teriam voltado a atuar para obter propina. Ou seja, o esquema teria continuado, mesmo com atuação da Polícia e do MP. Por isso Polesi foi preso nesta semana, porque denúncias e relatos de testemunhas fizeram a promotoria requer a prisão preventiva do acusado.

“No caso em tela, há prova da existência dos crimes, bem como indícios de autoria dos delitos imputados. Os crimes descritos na denúncia são de extrema gravidade, sobretudo nos dias de hoje, em que há um grande esforço por parte dos cidadãos de bem no combate à corrupção, crime esse que vem assolando a nossa sociedade”, diz a juíza da 4ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo, Dra. Lizandra Maria Lapenna Peçanha, no deferimento do pedido de prisão.