“Minha filha estava a 120 metros da nossa casa quando desapareceu há 23 anos. Tinha 13 anos de idade, mas já com um corpo de mulher. Nesses anos todos vivi o mais profundo abandono e a mais profunda omissão por parte do Estado, que nuca fez nada para ajudar a encontrar ela. Os senhores não sabem o que é acordar todos os dias, todos esses anos, sem saber o que aconteceu com seu filho.”

 

O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), sofreu uma dura derrota na Câmara. O tucano gostaria que as contas de 2015 e 2016 do ex-prefeito Luiz Marinho (PT) fossem rejeitadas em votação no plenário, o que tiraria o petista da corrida pelo Paço em 2020. Mas a base governista não teve capacidade de reunir os 19 votos necessários para isso – teve 18 votos. E um vereador do DEM, Mauro Miaguti, ajudou a derrota de Orlando. Justamente os Democratas, aliados de primeira hora do governador João Doria (PSDB), que tem como vice Rodrigo Garcia (DEM).

 

Sabe aquele mato alto das praças? Sabe aquela falta de manutenção em locais públicos? A conta está chegando para a população. Um dos reflexos é o aumento dos casos de dengue registrados em São Bernardo. Até abril, foram notificados 657 casos, sendo 54 confirmados autóctones (originado no próprio município) e 45 importados. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde.

 

O Ministério Público abriu inquérito civil para investigar o prefeito Orlando Morando (PSDB) por improbidade administrativa. O alvo da promotoria são os contratos da Prefeitura com a Fundação do ABC, que consomem dos cofres públicos R$ 2 milhões por dia, como foi divulgado recentemente pela TV São Bernardo.