EM VISITA À BATALHA DA MATRIX, CANDIDATO À PRESIDÊNCIA HERTZ DIAS CONVERSA COM A TV SÃO BERNARDO SOBRE PROPOSTAS
O candidato à Presidência da República pelo PSTU, Hertz Dias, visitou a Batalha da Matrix, na Praça da Matriz, em São Bernardo, na noite desta terça-feira (8). Durante o evento, ele concedeu entrevista à TV São Bernardo e falou sobre suas propostas de governo.
A Batalha da Matrix é um evento cultural de rap e freestyle realizado todas as terças-feiras no local.
Durante a entrevista, Hertz falou sobre sua ligação com o hip-hop e afirmou que o movimento teve papel fundamental em sua trajetória pessoal, acadêmica e profissional.
“Se não fosse o hip-hop, eu não teria voltado a estudar. Se não fosse o hip-hop, eu não teria entrado na universidade. Se não fosse o hip-hop, eu não seria professor de História hoje. Se não fosse o hip-hop, eu não seria mestre em Educação. Se não fosse o hip-hop, hoje eu não estaria como candidato à Presidência da República”, declarou.
Hertz também afirmou que o movimento é criminalizado por ser formado por pessoas pretas, pobres e moradoras das periferias.
Ao falar sobre suas propostas, o candidato defendeu a criação de conselhos populares para discutir a implementação de políticas públicas nas áreas de educação, saúde, segurança pública e cultura.
Na área cultural, Hertz afirmou que o Estado deve destinar recursos, enquanto os próprios artistas, organizados em conselhos populares, devem discutir onde a verba será aplicada. Ele também criticou os valores destinados à cultura nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro.
Entre as principais propostas apresentadas, Hertz defendeu a reindustrialização do Brasil e a estatização de setores considerados estratégicos, como mineração, energia, petróleo, siderurgia, sistema financeiro e agronegócio.
Segundo o candidato, o excedente produzido pelas empresas desses setores seria utilizado na modernização do parque industrial brasileiro.
Hertz também propôs suspender o pagamento da dívida pública e revogar o arcabouço fiscal. Para ele, o dinheiro público deve ser direcionado aos serviços públicos, como educação, saúde e segurança.

