FLÁVIO BOLSONARO SE DECLARA “PRESIDENTE ELEITO” NOS EUA E DEPOIS ALTERA CARTA

O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de domingo (25), divulgou nesta quarta-feira (28) uma carta após chegar aos Estados Unidos com a família.

No início do documento, Flávio se apresentou como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, apesar de Lula ter sido reeleito com 64,2 milhões de votos, contra 59,8 milhões do senador.

A carta foi inicialmente compartilhada pelo aliado Paulo Figueiredo nas redes sociais. Após a repercussão, uma nova versão passou a circular com uma mudança importante: a expressão “verdadeiro presidente eleito” foi substituída por “líder do Brasil”.

O DOCUMENTO TAMBÉM TEVE O BRASÃO ALTERADO

A primeira versão divulgada por Figueiredo trazia o antigo Brasão da República, com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, denominação utilizada no passado. Posteriormente, o símbolo foi substituído pelo atual, com os dizeres “República Federativa do Brasil”.

O brasão é um dos símbolos oficiais do Estado brasileiro e não representa, por si só, o exercício da Presidência.

COMPARAÇÃO COM RUI BARBOSA

Na carta, Flávio também compara sua situação à de personagens históricos que viveram fora de seus países por motivos políticos.

Entre eles está Rui Barbosa, jurista e político brasileiro que se exilou em 1893, durante o governo de Floriano Peixoto, e retornou ao Brasil em 1895. O senador também cita Charles de Gaulle, da França, e José Martí, de Cuba.

Flávio afirma ser alvo de perseguição política, contesta o resultado das eleições e acusa a Justiça de promover uma fraude, sem apresentar provas. Ele nega ter fugido do país e anuncia que pretende liderar a oposição brasileira dos Estados Unidos.

POR QUE A POLÍCIA FEDERAL INVESTIGA SUA SAÍDA?

Após a eleição, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a entrega dos passaportes de Flávio e proibiu sua saída do Brasil, a pedido da Polícia Federal.

Mesmo com a restrição, o senador deixou o país. Segundo a PF, não existem registros de sua passagem pelos controles migratórios brasileiros.

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