NA BAHIA, JÚRI ABSOLVE SOGRO QUE AGREDIU GENRO APÓS ELE BATER NA FILHA GRÁVIDA

Nesta semana, um caso ocorrido há mais de 10 anos chamou a atenção pelo desfecho. O Tribunal do Júri da cidade de Irecê, na Bahia, absolveu por unanimidade o lavrador Luiz Carlos da Silva, de 60 anos. Ele foi julgado por agredir o genro, Charles Barreto Durais, com golpes de chicote e outras violências físicas. O MP/BA havia denunciado o sogro por tentativa de h0micídi0 qualificado, sequestro, cárcere privado e porte ilegal de arma.
Segundo o sogro, ele tomou essa atitude após descobrir que a filha, grávida na época, estava sendo agredida pelo marido. Além disso, Luiz teria sido empurrado pelo genro em uma festa de família. “Eu fiquei discutindo com ela e, no meio da confusão, não sei se dei um tapa nela; eu estava bebendo também”, admitiu o genro em depoimento ao tribunal.
O sogro atraiu o genro para uma área isolada na zona rural, amarrou as mãos do rapaz, desferiu chibatadas e usou uma f4ca de açougue que chegou a quebrar durante as agressões. Em depoimento, o genro afirmou que, ao encontrar o ex-sogro, este estava armad0 com um rev0lver, alegando que iria tirar a vida dele.
No tribunal, o lavrador defendeu-se afirmando que agiu para proteger a família. Na época, Luiz já suspeitava que algo estava errado; sua esposa descobriu que a filha usava roupas compridas mesmo no calor para esconder hematomas nas costas.
“Se houvesse a punição correta com a Lei Maria da Penha, as mulheres não sofreriam o que sofrem hoje. Então, eu serei a lei na minha família”, declarou o sogro. O processo durou quase uma década. Na sentença final, os jurados consideraram o contexto de violência doméstica e a ausência de intenção de matar para absolver Luiz da acusação de homicídio. Atualmente, a filha de Luiz continua casada com Charles.

