ÁUDIO FALSO FEITO COM IA TERIA SIDO USADO PARA DESPISTAR FAMÍLIA NO CASO SABRINA, DIZ ADVOGADO

O advogado Dr. Francisco Isaías, que representa a família de Sabrina Cândido Pontes, falou com a imprensa após o avanço das investigações sobre a morte da jovem de 24 anos, em São Bernardo do Campo.
Segundo ele, a família procurou ajuda após o desaparecimento da jovem.
“Ontem a gente foi procurado pela família da Sabrina e soube que ela tinha desaparecido há oito dias, desde quinta-feira. Nós viemos aqui conversar com o delegado de polícia e com o chefe dos investigadores, Rodrigo”, afirmou.
De acordo com o advogado, todos os elementos apontam para feminicídio, já que o companheiro da vítima confessou o crime.
“Tudo leva a crer que foi ele que tirou a vida dela. É um crime de feminicídio, até porque ele confessou.”
O advogado também relatou que o suspeito chegou a registrar o desaparecimento da vítima.
“O primeiro que ele fez foi ir à delegacia e registrar que ela tinha desaparecido. Foi aberto um inquérito policial, mas as conversas não batiam. A família nos procurou, conversamos com o setor de investigação e eles fizeram um excelente trabalho.”
Durante a investigação, o suspeito foi chamado à delegacia e acabou confessando o crime.
“O acusado foi intimado, veio à delegacia e confessou. Inclusive falou onde estava o corpo, no Riacho Grande, na Estrada Velha de Santos. As equipes foram até lá e confirmaram a morte da Sabrina.”
Segundo o advogado, há ainda a suspeita de que um áudio manipulado com uso de inteligência artificial tenha sido enviado à família durante o período do desaparecimento, possivelmente para tentar confundir os parentes.
“Segundo o Jefferson, que é primo dela e nos acompanhou, houve um áudio enviado como se fosse da Sabrina. Mas quando a gente escuta com atenção, percebe que é um áudio montado. Tudo indica que foi feito com inteligência artificial.”
O suspeito permanece preso e deve passar por audiência de custódia.
“Amanhã ele passa por audiência de custódia. Geralmente não deve sair, até porque o feminicídio é considerado crime hediondo.”
O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios de São Bernardo do Campo.

