JOVEM LEVA CAIXÃO PARA ENCHER DE PIPOCA EM SHOPPING DE SANTO ANDRÉ E VIRALIZA

Uma cena pouco comum chamou a atenção de frequentadores de shoppings em Santo André no último domingo (8). Durante a segunda edição do “Dia da Pipoca”, promovido pela rede Cinemark, a eletricista e vendedora de planos funerários Catarine Melo, de 18 anos, decidiu levar um caixão de dois metros de altura para servir como balde de pipoca.
A promoção permitia que os clientes levassem qualquer recipiente limpo e impermeável para ser abastecido com até 10 litros de pipoca por R$ 19. Acostumada a ver pessoas utilizando betoneiras e máquinas de lavar em edições passadas, Catarine resolveu unir a oportunidade ao seu interesse pessoal: ela é colecionadora de urnas funerárias.
Persistência e logística
A jornada para conseguir a pipoca não foi simples. Inicialmente, a jovem tentou participar da ação no Grand Plaza Shopping, onde a gerência do cinema chegou a autorizar a entrada. No entanto, a administração do centro de compras barrou o objeto devido às dimensões do caixão, que ultrapassavam as normas de transporte em horário comercial.
Sem desistir, Catarine seguiu para o Atrium Shopping, onde a estratégia foi aceita. “Não sou uma pessoa de desistir fácil”, afirmou a jovem, que contou com a ajuda de seguranças para carregar o recipiente, que ficou pesado após ser abastecido. Apesar do tamanho, o caixão não entrou na sala de cinema; a pipoca foi levada diretamente para o carro para ser compartilhada com amigos.
Paixão por urnas
A escolha do recipiente tem raízes no cotidiano de Catarine, que trabalha no setor e coleciona urnas há um ano e meio. Atualmente, ela possui quatro unidades em sua coleção pessoal. Segundo ela, a reação dos funcionários do cinema foi de entusiasmo. “O gerente pareceu encantado e orgulhoso, até tirou fotos. A reação foi de que a promoção realmente funcionou e atraiu algo autêntico”, diz.
Quanto às críticas que surgiram nas redes sociais pelo uso de um objeto associado ao luto em um ambiente de lazer, Catarine demonstra tranquilidade. “Não me importo. Sei quem sou e qual minha intenção. O foco da promoção era justamente a autenticidade.

