A quinta-feira (26) foi marcada por recordação, fé e resistência no bairro Jardim Silvina, em São Bernardo do Campo. A Associação Padre Leo Commissari realizou um ato em memória do sacerdócio do religioso, em frente ao memorial em sua homenagem, localizado na Rua Padre Leo Commissari — via que também leva seu nome — e que foi vandalizado na última quinta-feira (19).

Segundo a entidade, a mobilização foi uma forma de resistência à violência, com mensagens de paz e a reafirmação da importância do espaço para a comunidade. “Padre Leo Commissari, você vive! Sua memória não será esquecida! Estamos aqui”, afirmou a associação nas redes sociais.

Cerca de 30 pessoas participaram do ato, que contou com a presença de duas irmãs da Congregação Servas do Sagrado Coração, que atuam na instituição. No local, foram fixados cartazes e cartões com mensagens de paz, além da colocação de uma nova foto do padre.

O memorial foi construído no ponto onde o religioso morreu, em 21 de junho de 1998, vítima da violência urbana. Na manhã da última sexta-feira (20), o espaço foi encontrado depredado. Até o momento, não há informações sobre os responsáveis pelo vandalismo.

Há mais de 20 anos, o local se tornou um símbolo para moradores da região, que costumam passar pelo espaço para homenagens e momentos de reflexão.

Nascido na Itália, em 1942, o padre atuou como missionário no Brasil e teve forte presença em São Bernardo do Campo, onde dedicou sua vida ao trabalho social, especialmente em áreas mais vulneráveis, acompanhando de perto a realidade das famílias.

Fundada por ele, a Associação de Promoção Humana e Resgate da Cidadania — conhecida como Associação Padre Leo Commissari — é um dos principais legados deixados na cidade. A entidade atua na formação profissional, educação e geração de renda, por meio de cursos e outras atividades sociais.

@leo.comissari

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