O crime ocorreu na Rua Quinze de Novembro enquanto o jovem de 18 anos saía de um treinamento do programa Jovem Aprendiz; vítima iniciou tratamento com coquetel antiviral e Polícia Civil investiga o caso.

Um fim de tarde que deveria ser de rotina transformou-se em um pesadelo para o jovem V.C.L., de 18 anos. Na última sexta-feira, 24 de abril de 2026, por volta das 17h10, o rapaz foi vítima de um ataque perigoso enquanto caminhava pela Rua Quinze de Novembro, em Santo André. O jovem havia acabado de sair de um núcleo da faculdade Estácio, onde realizava o treinamento do programa Jovem Aprendiz, e seguia em direção ao Terminal para retornar à sua casa, em São Bernardo do Campo.

Segundo o relato da vítima, ele caminhava pela calçada da direita, na altura da loja Goya, quando uma mulher de pele branca, aproximadamente 60 anos, baixa e levemente corcunda, que usava uma máscara descartável, veio em sentido contrário. Ao cruzar com o jovem, a mulher o atingiu com uma agulhada na região dorsal.

“Meu filho ligou desesperado do shopping, sentindo mal-estar e em choque. É uma mistura de medo com indignação. Você manda um filho para o treinamento de trabalho e ele volta com a saúde em risco por causa de uma maldade gratuita. Não vamos descansar enquanto essa mulher não for identificada para que outras mães não passem pelo que estou passando agora”, desabafou a mãe da vítima.

Peregrinação Médica e Protocolo PEP
Após o susto inicial e o alerta de uma testemunha que presenciou a cena, a família de V.C.L. iniciou uma corrida contra o tempo. O jovem passou pelo Hospital Hapvida Notredame e, posteriormente, pela UPA Perimetral, onde foi submetido ao Protocolo PEP (Profilaxia Pós-Exposição).

O tratamento é rigoroso: o jovem deverá tomar um coquetel antiviral pelos próximos 28 dias e será monitorado pelo Centro Médico de Especialidades (ARMI) na Vila Vitória. Devido à janela imunológica, ele precisará repetir exames periódicos pelos próximos seis meses para descartar doenças infectocontagiosas.

Investigação e Segurança
O caso foi registrado como lesão corporal no 1º Distrito Policial (Polícia Civil) de Santo André. Na segunda-feira (27), V.C.L. realizou o exame de corpo de delito no IML.
A família já trabalha para reunir provas. O setor de segurança da loja em frente ao local do crime comprometeu-se a preservar as imagens das câmeras de monitoramento, que devem ser retiradas pelos agentes da Polícia Civil para ajudar na identificação da suspeita.
Alerta à População
Apesar do medo e da angústia, o jovem decidiu tornar o caso público como forma de alerta. Ele reforça a necessidade de atenção redobrada ao circular pelo centro de Santo André e a importância de procurar ajuda médica imediata e a Polícia Civil em casos semelhantes.
O que fazer em casos de exposição?
Lave o local com água e sabão.
Procure uma unidade de saúde (UPA ou Hospital) em até 72 horas.
Solicite o protocolo PEP (coquetel).
Registre o Boletim de Ocorrência na Polícia Civil imediatamente.

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