Adolescentes acompanharam a apresentação da Orquestra Experimental de Repertório e se maravilharam com a arquitetura histórica do teatro

Dois adolescentes que cumprem medida socioeducativa na Fundação CASA São Bernardo I, em São Bernardo do Campo, vivenciaram uma experiência inédita e historicamente transcendental: eles visitaram o Theatro Municipal de São Paulo, palco da Semana de Arte Moderna de 1922, e ainda assistiram, pela primeira vez, a um concerto sinfônico. A ação, organizada pela equipe do centro de atendimento e realizada no último Dia das Mães, proporcionou aos jovens tanto a oportunidade de conhecer um dos monumentos históricos mais importantes do país, projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo, como de assistir ao concerto “Metacosmos”, apresentado pela Orquestra Experimental de Repertório.

Antes do início da apresentação, acompanhados de servidores da instituição, os adolescentes percorreram todos os pavimentos do Theatro, observando curiosos e maravilhados os detalhes da arquitetura, os afrescos e os vitrais que decoram o prédio. Instalados em uma frisa lateral, o que permitiu uma visão privilegiada do palco e do fosso da orquestra, os jovens acompanharam a regência de Leonardo Labrada durante o concerto.

O programa incluiu a obra contemporânea da compositora islandesa Anna Thorvaldsdottir e a Sinfonia nº 4 de Gustav Mahler, concluindo com um solo da soprano Ludmilla Bauerfeldt, momento que gerou grande emoção entre os participantes.

A iniciativa foi uma estratégia da equipe pedagógica do centro de atendimento para acolher esses dois jovens que não tiveram visita familiar na data comemorativa, além de ampliar o repertório cultural deles. Os adolescentes vivenciaram um momento de aprendizado e descontração, conectando-se com a música erudita e a história da capital paulista.

Para o presidente interino da Fundação CASA, Oswaldo Caetano Junior, a ocupação de espaços culturais de prestígio é um direito de todos. “Visitas como essa garantem que os adolescentes se sintam pertencentes a todos os ambientes da sociedade. O contato com a música erudita e com a beleza arquitetônica expande horizontes e contribui para a formação de uma sensibilidade que reflete positivamente em suas trajetórias pessoais”, afirmou.

O jovem Jean (nome fictício), que participou da experiência, comentou que se emocionou com a grandiosidade do espaço e o talento dos músicos. “Eu fiquei impressionado com as pinturas do teto, me perguntando como eles fizeram sem a tecnologia atual. Também fiquei surpreso de como o regente consegue orientar tantos instrumentos só movimentando as mãos”.

Segundo o coordenador pedagógico do CASA São Bernardo I, Luís Carlos Benigno, a experiência foi marcada pelo encantamento e pela descoberta. “Os adolescentes ficaram à vontade para explorar cada detalhe e ficaram visivelmente emocionados com a performance da soprano no final. Foi uma ocasião muito especial de aprendizagem e ampliação de conhecimentos para todos nós”, destacou.

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *.