PRESA EM SP, DEOLANE BEZERRA ATUAVA COM “CAIXA DO CRIME ORGANIZADO”, DIZ INVESTIGAÇÃO
Investigação aponta que influenciadora e advogada teria participado de esquema de lavagem de dinheiro do crime organizado com movimentações milionárias e empresas de fachada
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa durante uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital. Segundo os investigadores, ela teria atuado como uma espécie de “caixa” da organização criminosa, movimentando recursos de origem ilícita por meio de empresas e transações financeiras consideradas suspeitas.
De acordo com a investigação, o grupo criminoso teria movimentado mais de R$ 300 milhões em operações usadas para ocultar dinheiro do tráfico de drogas e de outras atividades ilegais. O Ministério Público afirma que empresas registradas em nome de familiares e pessoas próximas eram utilizadas para dar aparência legal aos recursos ligados ao PCC.
A apuração começou após a identificação de movimentações bancárias incompatíveis com os rendimentos declarados pelos investigados. Relatórios apontam que transportadoras e empresas ligadas ao esquema faziam repasses milionários que, posteriormente, eram pulverizados em contas de terceiros e negócios considerados de baixo controle financeiro.
Os investigadores também afirmam que a imagem pública de luxo ostentada por Deolane nas redes sociais ajudava a dar aparência de legalidade às operações. Para o Ministério Público, o patrimônio, as empresas e os contratos firmados pela influenciadora teriam sido usados como mecanismo para dificultar o rastreamento da origem ilícita do dinheiro.
A operação também teve como alvos pessoas ligadas à cúpula do PCC, incluindo familiares de Marcola. Mandados de prisão, busca e apreensão e bloqueios de bens foram cumpridos em diversos estados e até fora do Brasil, com apoio da Interpol para localizar investigados no exterior.
A defesa de Deolane Bezerra afirmou que ainda analisa os autos da investigação e deve se manifestar oficialmente após ter acesso completo ao processo.
Por @lucaspadula10