FIM DE UMA ERA: EM TAPETE VERMELHO, TOYOTA APRESENTA ÚLTIMO COROLLA PRODUZIDO EM INDAIATUBA APÓS 28 ANOS

Com o encerramento das atividades na unidade do interior paulista, produção do sedã migra para Sorocaba; fechamento repete movimento estratégico que já havia encerrado a histórica operação de São Bernardo do Campo.

A Toyota realizou no último sábado (20) uma cerimônia de despedida para marcar a produção do último Corolla na fábrica de Indaiatuba, no interior de São Paulo. O veículo percorreu um tapete vermelho e foi apresentado aos funcionários sob aplausos, encerrando um ciclo histórico iniciado em 1998.

A unidade foi responsável pela fabricação de mais de 1 milhão de exemplares do sedã e pioneira ao produzir os primeiros modelos híbridos flex do mundo. O encerramento definitivo das atividades em Indaiatuba está previsto para o dia 30 de junho.

A produção do Corolla será integralmente transferida para Sorocaba, onde a montadora inaugura uma nova planta em novembro. A mudança integra o robusto plano de investimentos de R$ 11 bilhões da Toyota no Brasil até 2030, com previsão de gerar cerca de 2 mil novos empregos.

O fantasma da reestruturação: o precedente de São Bernardo

A despedida de Indaiatuba não é o primeiro movimento drástico de centralização da montadora japonesa no país. O encerramento das atividades no interior relembra a histórica e dolorosa reestruturação iniciada pela Toyota anos atrás, quando a marca decidiu fechar sua fábrica em São Bernardo do Campo.

Anunciado em abril de 2022, o fechamento da unidade da Grande São Paulo carregou um forte peso simbólico: aberta em 1962, a planta de São Bernardo foi a primeira fábrica da Toyota fora do Japão.

O processo de desativação em São Bernardo ocorreu de forma gradual, iniciando-se em dezembro de 2022 e sendo concluído no final de 2023. Na ocasião, a Toyota transferiu suas atividades do ABC para as unidades de Indaiatuba, Porto Feliz e Sorocaba sob a justificativa de buscar “mais sinergia entre suas unidades produtivas e maior competitividade frente aos desafios do mercado brasileiro”.

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