ANCHIETA GANHA TERCEIRA RAMPA DE ESCAPE NO KM 46, NO TRECHO DE SERRA
A terceira rampa de escape da Via Anchieta entrou em operação nesta terça-feira (30), no km 46 da pista norte, em São Vicente, no trecho de serra do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). A estrutura será utilizada quando a rodovia operar no sentido litoral durante a inversão de tráfego, como ocorre em bloqueios da pista sul para obras de manutenção, conservação ou atendimento a ocorrências.
Segundo a Ecovias Imigrantes, a Via Anchieta foi a primeira rodovia do Brasil a contar com uma rampa de escape. A primeira estrutura foi implantada em março de 2000, no km 42 da pista sul, em São Bernardo do Campo. A segunda entrou em operação em 2014, no km 49 da mesma pista, em São Vicente.
De acordo com a concessionária, a nova rampa reforça a segurança operacional em situações de inversão de tráfego no trecho de serra, ampliando as condições de resposta em ocorrências envolvendo veículos pesados.
Ainda segundo a Ecovias Imigrantes, as duas primeiras rampas de escape contribuíram para evitar cerca de mil acidentes potencialmente fatais ao longo de quase 25 anos de operação e acumulam centenas de acionamentos desde a implantação do primeiro dispositivo.
As rampas de escape funcionam como áreas de desaceleração com inclinação contrária à pista e preenchimento com argila expandida. Ao acessar o dispositivo, o veículo reduz gradualmente a velocidade até a parada completa. Embora projetadas principalmente para caminhões em situação de falha no sistema de frenagem, as estruturas também podem ser utilizadas por automóveis e motocicletas em situações de emergência.
A nova estrutura possui 200 metros de extensão e cinco metros de largura, incluindo um reservatório de argila expandida com 90 metros de comprimento. O projeto também contempla muro de contenção, sistema de drenagem e reservatório para controle de cargas líquidas.
“A Via Anchieta se tornou referência nacional nesse tipo de solução de engenharia voltada à segurança viária. A implantação da terceira rampa amplia a capacidade operacional do sistema em situações críticas no trecho de serra”, afirma Fernanda Meireles, gerente de Engenharia da Ecovias Imigrantes.

