FALTAM SONDAS URINÁRIAS NAS UBS DE SÃO BERNARDO
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Depois das seringas para diabéticos: prefeitura diz que material pode ser reutilizado e médicos desaconselham a prática

A TV São Bernardo já tinha denunciado o caso

Entenda o caso: Incontinência e retenção urinária são problemas comuns em pacientes paraplégicos. Grande parte deles necessita sondar a bexiga 3 a 4 vezes por dia para reduzir o risco de infecções urinárias e para que não ocorra piora dos problemas relativos a bexiga.

O reaproveitamento das sondas urinárias descartáveis aumenta a chance de contaminação do procedimento o que pode também levar a infecções urinárias, inclusive envolvendo os rins. O custo médio de mercado de uma sonda de alívio é de R$ 0,68.

Retenção urinária, incontinência, períodos operatórios, doenças da bexiga, uretra, próstata, traumas ou lesões são os principais motivos que levam uma pessoa a ter que utilizar sondas urinárias. Os pacientes que utilizam o material frequentemente necessitam de kits com sonda, gaze e xilocaína, que custam, em média, R$ 10 a R$ 12 cada. Os kits podem ser retirados gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). No entanto, moradores de São Bernardo reclamam que a distribuição desse material não tem sido realizada. Em nota, a assessoria de imprensa da prefeitura de São Bernardo afirma manter o fornecimento normalmente.

Rafael Strada, de seis anos, tem mielomelingocele (lesão congênita na medula espinhal) e precisa utilizar seis sondas por dia. Sua mãe, Thalita Strada, 32, relata que o material está em falta nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade. “Sempre peguei a sonda na UBS, mas há quatro meses não tem. E eles dizem que o prefeito cortou a verba e que o pedido não vem”, afirmou. Moradora do bairro Demarchi, Thalita conta que atendentes da UBS local ligam para outras unidades da cidade, mas não encontram as sondas necessárias.

Outro munícipe, que não quis se identificar, alega que a quantidade fornecida é inferior à necessária. Em conversa com a reportagem por uma rede social, o cidadão afirmou que “o problema é na distribuição geral de medicamentos, fraldas e sondas”.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da prefeitura respondeu que a sonda de alívio (urinária) é distribuída normalmente e sem fila conforme a avaliação da equipe de saúde e que o material pode ser reutilizada sem prejuízo ao paciente.

Porém, segundo o urologista Danilo Galante, 36, o material não deve ser reutilizado. “A sonda fica suja, aumentando a chance de infecção urinária, até porque os pacientes não conseguem acomodar a sonda usada em um local totalmente estéril. Já é difícil fazer isso no hospital, imagina em casa. Deixar de usar a sonda pode causar pressão crônica nos rins e comprometer a sua função”, completou Galante.

O urologista explicou que os pacientes usam a sonda porque não conseguem urinar normalmente. “Os motivos vão de retenção urinária aguda, quando a pessoa não consegue urinar de maneira alguma, até algum problema na bexiga, quando se urina aos poucos.”

De acordo com o médico, existem dois tipos de sondagem. Para os pacientes que entram em retenção e não conseguem urinar, é indicada a sonda vesical de demora, cuja troca ocorre a cada 20 dias ou um mês, no hospital. Já para os pacientes que por algum motivo não esvaziam bem a bexiga, é indicada a sonda de alivio, cuja troca ocorre várias vezes ao dia.

http://www.metodista.br/rronline/noticias/saude/2017/sao-bernardo-atrasa-a-distribuicao-de-sondas-para-os-municipes

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