JOVEM QUE ATROPELOU E MATOU CÃO EM SBC É LIBERADO APÓS PRESTAR DEPOIMENTO; TUTOR DO ANIMAL EXPRESSA PROFUNDA INDIGNAÇÃO

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigação de Infrações Contra o Meio Ambiente (DICMA), instaurou um inquérito policial para apurar o óbito cruel de um cão chamado Marley, ocorrida na tarde da última quinta-feira (5/2). O fato, registrado como atropelamento proposital, aconteceu na Rua da Bica, no bairro Montanhão, e chocou os moradores da região pela frieza do condutor.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, o suspeito foi conduzido à unidade policial, prestou depoimento e foi liberado em menos de uma hora, segundo o denunciante. A decisão gerou revolta no tutor do animal, o autônomo, que esperava a manutenção da prisão devido à periculosidade do autor.
Relato de terror no bairro Montanhão
Em depoimento emocionante, o denunciante descreveu que o suspeito não apenas visou o animal, mas colocou em risco toda a vizinhança. “Ele é uma pessoa extremamente perigosa. Poderia ter sido uma criança; muitas brincam ali na rua. O vídeo mostra ele acelerando desde a avenida de baixo. As crianças tiveram que correr para a calçada para não serem atingidas”, afirmou o tutor.
A indignação de Allan aumentou ao descobrir o histórico do suspeito. Segundo informações obtidas durante o registro da ocorrência, o jovem já possui antecedentes por violência doméstica. “É um cara que não tem ajuste em sociedade. Ele não deveria estar na rua. Se eu tivesse entrado na frente do carro, ele teria me atropelado também”, desabafou.
Legislação e Penalidades
Embora o suspeito responda em liberdade neste primeiro momento, o caso foi enquadrado no Artigo 32 da Lei 9.605/98 (Lei de Cr1mes Ambientais). Com a alteração da lei para cães e gatos, a punição tornou-se mais rigorosa:
• Pena: Reclusão de 2 a 5 anos.
• Sanções: Multa e proibição da guarda de animais.
Próximos Passos da Investigação
O caso agora segue sob a responsabilidade da circunscrição do 6º DP. As imagens de vídeo entregues pela família são consideradas provas fundamentais pela Polícia Civil para comprovar o dolo.
