Na madrugada desta terça-feira (7), moradores do bairro Cooperativa, em São Bernardo do Campo, acionaram a Defesa Civil após o cheiro insuportável de produto químico continuar na região.

Relatos em grupos do bairro indicam que moradores não conseguiram dormir por causa do cheiro.

O morador Luciano Luppa relatou que a situação continua crítica. “Continua insuportável”.

A Defesa Civil esteve no local após os chamados e segue acompanhando o caso.

A equipe da TV São Bernardo esteve na região e acompanhou a situação. O caso também foi tema de reportagem da Rede Globo.

Segundo apuração, o problema teve início após vazamento de acrilato, substância química com cheiro semelhante ao de solvente.

Moradores também levantam a suspeita de que possa ter havido despejo de produto químico, versão que ainda não foi confirmada oficialmente.

Mesmo após medidas adotadas para conter a situação, o cheiro continua forte, segundo relatos.

O caso segue em acompanhamento pelas autoridades.

NOTA DA CETESB NA ÍNTEGRA
“A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) deu continuidade, neste domingo (5), ao atendimento da ocorrência de vazamento de acrilato no bairro Cooperativa, em São Bernardo do Campo. O produto atingiu um corpo d’água sem nome, por meio do sistema de drenagem da empresa responsável, gerando forte incômodo odorífero à vizinhança.
Durante a inspeção, técnicos constataram a persistência do odor e exigiram o fechamento imediato dos sistemas de drenagem da unidade para impedir novos escoamentos. A Companhia também determinou a lavagem das galerias e o recolhimento do resíduo remanescente com caminhão de sucção a vácuo.
Como medida de mitigação, a empresa deverá realizar o lançamento de 20 mil litros de água no córrego para diluir a substância e reduzir o incômodo à população. A Cetesb permanece no local, em conjunto com a Defesa Civil, monitorando a situação até a normalização das condições ambientais.
No auto de infração a ser emitido, serão exigidas melhorias nas instalações da planta industrial, além da adoção das medidas legais cabíveis.”

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