O cancelamento da 4ª edição do Miss Gay Santo André, anunciado pela ONG ABCD’S nas redes sociais, gerou uma série de debates sobre o interesse da nova geração LGBTQIA+ em concursos de beleza e representatividade. Segundo a organização, o evento foi cancelado por falta de inscrições.

Na publicação, a ONG afirmou que o objetivo do concurso era “mais que uma competição”, mas também um espaço de pertencimento, arte e empoderamento. Ainda de acordo com o texto, a ausência de participantes acendeu um “sinal de alerta” sobre o afastamento de parte dos jovens desses espaços culturais.

“Não há desinteresse, há um distanciamento que precisa ser enfrentado com novas estratégias de engajamento”, declarou a entidade.

A postagem rapidamente repercutiu nas redes sociais e reuniu comentários com opiniões divididas. Parte do público afirmou que concursos de miss perderam força entre os jovens e já não representam os interesses atuais da comunidade LGBTQIA+.

“Essa geração não se deixa mais encantar por uma coroa”, escreveu um internauta. Outro comentou que “concurso de miss é uma coisa meio cafona e sem sentido”.

Também surgiram críticas relacionadas aos bastidores de concursos de beleza. Uma seguidora afirmou que muitas candidatas acabam desistindo por acreditarem em favorecimentos e “cartas marcadas” nas competições.

Apesar do cancelamento, a ONG informou que a coroação de Rainha e Princesa foi adiada para 2027 como uma “pausa estratégica” para reconstruir pontes com uma nova geração e retomar ações voltadas à participação da comunidade LGBTQIA+ em Santo André.

A entidade também afirmou que pretende fortalecer outros projetos culturais e esportivos ligados à comunidade, como ações de ocupação de espaços públicos e iniciativas de integração social.

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