Por meio de edital público, famílias atípicas em vulnerabilidade social da cidade se cadastraram em processo que irá selecionar beneficiários do projeto inovador


As inscrições do edital público da Prefeitura de São Bernardo voltado à seleção de famílias que tenham integrantes com TEA (Transtorno do Espectro Autista) em vulnerabilidade social interessadas em adquirir, com condições especiais, moradia popular pelo projeto pioneiro ‘Vila Girassol’ foram encerradas nesta quarta-feira (6/5). Durante 30 dias, a partir de 6 de abril, a Secretaria de Habitação do município registrou 209 interessados cadastrados no projeto, política habitacional pioneira no Brasil.

A ‘Vila Girassol’ está sedo construída pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) em terreno antes sem utilização na região do Planalto, no acesso à Rodovia Anchieta pela Rua Jair Alves Moreira. Foram critérios de participação do processo de seleção não possuir imóvel próprio ou ter sido anteriormente contemplado por programa habitacional. Comissão técnica selecionará as famílias de forma prioritária, considerando aspectos como grau de suporte do TEA (critério central), vulnerabilidade socioeconômica, condição habitacional atual e situações agravantes associadas.

“Quando a CDHU nos apresentou o projeto das unidades habitacionais, o prefeito Marcelo Lima indicou a possibilidade de destinação das moradias a este recorte populacional, que são as famílias atípicas que tenham integrante com TEA. Essa é uma nova estratégia de atendimento de demanda habitacional que traz olhar humano para essas pessoas. Acesso a direitos, inclusão e uma nova perspectiva para os moradores”, avaliou a secretária de Habitação de São Bernardo, Ruth Ramos.

SOLUÇÃO HABITACIONAL PIONEIRA – A ‘Vila Girassol’ está sendo construída pela CDHU em área da Companhia, situada na região do Planalto. O projeto contará com seis edificações que totalizarão nove unidades habitacionais, com metragem entre 45 m² a 54 m². Uma parte do empreendimento será dedicada à implantação de parque sensorial e horta. A iniciativa contará com o suporte técnico das equipes da Prefeitura, por meio das secretarias de Habitação e dos Direitos das Pessoas com Deficiência e TEA.

A CDHU destinará R$ 1,5 milhão em investimentos para o projeto. A conclusão das obras, já iniciadas, está prevista em prazo de seis meses. As famílias selecionadas terão acesso às moradias por aquisição feita de forma facilitada, pelo caráter social da iniciativa. O financiamento do imóvel será feito em até 360 meses, com taxa zero de juros e comprometimento da renda familiar de até 20%. O projeto atenderá famílias com renda entre 1 a 5 salários mínimos.

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