O Sindicato dos Médicos do Grande ABC (SINDMED) encaminhou um ofício ao Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo pedindo medidas mais rígidas contra empresas da área da saúde acusadas de atrasar pagamentos de médicos plantonistas.

Segundo o presidente da entidade, Leandro Altrão Martines, a proposta é que o não pagamento de honorários seja considerado infração ética grave no âmbito do conselho profissional.

“Empresa que presta serviços médicos e que dá calote em seus médicos plantonistas merece ter o seu registro cassado no Conselho Regional de Medicina”, afirmou Martines em publicação nas redes sociais.

O documento também questiona condições de trabalho enfrentadas por médicos em serviços de saúde da região, como jornadas prolongadas, ausência de intervalos para alimentação e descanso e metas de atendimento consideradas excessivas.

Na fala divulgada pelo sindicato, o presidente do SINDMED questiona se seria ético exigir que um médico atenda mais de 100 pacientes em um plantão de 12 horas sem pausas adequadas.

O texto enviado ao Cremesp aponta ainda situações como redução de valores pagos em plantões, falta de reajustes salariais e pressão sobre profissionais da saúde.

Segundo a entidade, essas condições podem comprometer a qualidade da assistência e a segurança dos pacientes, além de aumentar a sobrecarga dos profissionais.

Entre as propostas apresentadas estão a responsabilização ética de gestores e chefias médicas que permitam condições inadequadas de trabalho e a criação de um canal específico para denúncias relacionadas ao tema.

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *.