Um dos nomes mais conhecidos em investigações sobre furtos de obras históricas no Brasil voltou a ser preso e tem ligação direta com São Bernardo do Campo. Laéssio Rodrigues de Oliveira, apontado pelas autoridades como o maior ladrão de livros raros do país, morava há anos no Bairro dos Casa, em São Bernardo, e é alvo de novas investigações conduzidas pela Polícia Federal e pela Polícia Civil de São Paulo.

A prisão mais recente ocorreu após o avanço das apurações sobre uma tentativa de substituir obras originais por réplicas na Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. Segundo a investigação, Laéssio teria oferecido dinheiro a um segurança da instituição para facilitar a troca das peças sem levantar suspeitas. Esse episódio foi determinante para a ação policial que resultou em sua prisão.

De acordo com as autoridades, o homem costumava se apresentar como pesquisador para obter acesso a bibliotecas, museus e centros culturais, onde identificava obras de alto valor histórico e patrimonial. Seu nome já apareceu em investigações envolvendo instituições como a Biblioteca Nacional, o Arquivo Nacional, a Fundação Oswaldo Cruz, o Museu Nacional de Belas Artes e a Biblioteca Mário de Andrade.

As investigações também apontam a atuação de outros integrantes do esquema. Entre eles está Carlos Leandro Ferreira da Silva, companheiro de Laéssio, natural do Rio de Janeiro, apontado como um dos principais parceiros de Laéssio nas ações criminosas. Outra investigada é Maria Helena Cariz, que também teria participado de furtos em instituições culturais.

Imagens divulgadas pelo programa Fantástico mostram a atuação do grupo dentro do Clube Português, na capital paulista. Nas gravações, suspeitos aparecem escondendo livros raros sob as roupas e deixando o local após o furto de obras centenárias.

A Polícia Civil acredita que o grupo agia de forma organizada, realizando visitas prévias aos locais, analisando vulnerabilidades de segurança e selecionando peças com potencial valor para o me

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