AVALANCHE NA FRONTEIRA ENTRE NEPAL E TIBETE DEIXA CENTENAS DE DESAPARECIDOS

Uma mega-avalanche de neve, rochas e lama devastou a região de fronteira entre o Nepal e o Tibete na manhã desta quarta-feira (26). O desastre, considerado o pior a atingir a cadeia de montanhas do Himalaia em mais de uma década, destruiu vilas inteiras, encobriu instalações na área do porto de Gyirong e deixou um rastro de centenas de pessoas desaparecidas.

Imagens de satélite fornecidas pela Planet Labs confirmam que a parte inferior de uma geleira, situada a cerca de 5.200 metros de altitude, desabou e despencou por aproximadamente 1.200 metros até o fundo do vale. A força do impacto arrastou pontes, encobriu edifícios e transformou a paisagem verdejante da região turística em uma extensão de detritos marrons.

Efeito em cascata e condições climáticas

Especialistas e cientistas da Terra apontam que uma combinação de fatores ambientais e climáticos funcionou como gatilho para o colapso:

Acúmulo de água e chuvas: O fato ocorre durante o período de monções, marcado por fortes precipitações. A região registrou chuvas persistentes nos dez dias anteriores ao evento, elevando drasticamente o volume de água na bacia do rio Trishuli.

Elevação de temperatura: Análises preliminares de imagens de satélite indicam um derretimento acentuado de neve nas 24 horas que antecederam o desastre, sugerindo um aumento atípico na temperatura local.

Estrutura glacial: Geólogos ressaltam que as geleiras locais armazenam volumes expressivos de água líquida entre suas camadas. O descolamento da ponta da geleira misturou essa água a toneladas de rocha e terra, gerando a torrente de lama de alta velocidade.

As autoridades locais e agências nacionais de desastres mantêm equipes de resgate no local para buscar sobreviventes, enquanto monitoram o risco de novos deslizamentos ao longo do leito dos rios atingidos.

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