PM ARQUIVA INVESTIGAÇÃO SOBRE PROPINA E CONCLUI QUE DENÚNCIA CONTRA COMANDANTE DO 6º BAEP É FALSA
A Polícia Militar do Estado de São Paulo arquivou a investigação instaurada para apurar uma denúncia anônima de suposta corrupção contra o tenente-coronel Anderson Savedra da Silva, comandante do 6º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia). Conduzida ao longo de um mês pelo Comando de Policiamento de Área Metropolitana 6 (CPA/M-6), a apuração concluiu que não existem provas ou elementos que sustentem as acusações de pagamento de propina no ABC.
A apuração teve início no começo de setembro, após a corporação receber um e-mail com acusações contra o oficial. A denúncia afirmava que Savedra receberia cerca de R$ 20 mil por mês para não tomar providências contra desmanches irregulares em Santo André. O texto sustentava ainda que, entre os dias 1º e 5 de cada mês, integrantes da equipe do comandante iriam à Rua Oratório, nas proximidades da Rua Adelino Cesário de Souza, no bairro Parque Novo Oratório, para recolher envelopes com o dinheiro.
A mensagem anônima alegava também que policiais do próprio batalhão teriam encontrado cadernetas com anotações do suposto esquema e que esse material seria encaminhado à Corregedoria da PM e ao MP.
De acordo com o coronel Fernando Carvalho Ricardo, comandante do CPA/M-6, o procedimento investigativo analisou depoimentos de policiais e de pessoas ligadas à denúncia, além de checar os registros do GPS de deslocamento das viaturas que supostamente teriam sido empregadas no esquema. No entanto, os documentos e cadernetas citados na acusação nunca foram apresentados, e nenhum indício de irregularidade foi confirmado.
“Após detalhada investigação de tudo que estava posto no e-mail de denúncia, não encontramos provas que demonstrassem a veracidade, fatores que ensejaram o arquivamento da investigação. Ela foi encerrada quando ficou demonstrado que os fatos denunciados não eram verídicos. Não encontramos nada que afiançasse o que estava escrito naquele e-mail”, pontuou o coronel Carvalho.
A avaliação no bastidor é de que a acusação improcedente teria sido uma tentativa de retaliação de facções contra operações.


