Atividade guiada apresentou parte da história afro-brasileira a partir do acervo com milhares de itens que mostram a diversidade da cultura africana

Cinco adolescentes que cumprem medida socioeducativa na Fundação CASA Diadema, centro feminino, conheceram, no final de fevereiro, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, na cidade de São Paulo. Localizado no bairro da Vila Mariana, o espaço é voltado à pesquisa, conservação e exposição de objetos relacionados ao universo cultural africano e afro-brasileiro. O Museu é uma instituição da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerida pela Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura.

A visitação foi acompanhada por um educador do museu, que conduziu as adolescentes pelas principais exposições, apresentando e contextualizando o acervo e as obras. Ao longo da visita, elas se encantaram com a exposição permanente sobre a história e cultura afro-brasileira, a seção sobre religiosidade e a mostra sobre a escravidão e os navios negreiros, além de se aprofundar em outras obras.

A ação resulta de uma parceria entre a Gerência de Arte e Cultura da Fundação CASA e a equipe educativa do Museu. As jovens foram acompanhadas do agente educacional Carlos Alberto Maia e dos agentes de apoio socioeducativo Luiz Vanderlei de Oliveira Nery e Márcia Regina de Lima.

Para a jovem Marina (nome fictício), a exposição foi emocionante e gerou identificação. “Foi como abrir os olhos para uma parte da nossa própria história que eu desconhecia”, afirmou.

Como ação complementar, dois servidores do Museu Afro Brasil visitaram o centro de atendimento no dia 6 de março para uma oficina de escrita criativa a partir de arquivos coloniais. Os educadores apresentaram às jovens produções recentes de artistas como Marina Feldhues e Rosana Paulino, propondo a escrita de textos que imaginassem a reconstrução da memória e da história colonial por meio das obras apresentadas e do acervo visto anteriormente no museu. A atividade trabalhou, de forma lúdica, conceitos como identidade, cultura e empoderamento, além de promover a reflexão e o diálogo sobre a importância da cultura afro-brasileira. 

“A Fundação CASA tem se empenhado em proporcionar aos nossos jovens uma formação que vai além do ambiente institucional. Levá-los a espaços culturais como o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo é uma maneira de ampliar seus horizontes e reforçar a importância de conhecer e respeitar a riqueza das culturas afro-brasileiras. Esse tipo de experiência contribui para o processo de reintegração social e para a autoestima dos adolescentes”, reforçou a presidente da Fundação CASA, Claudia Carletto.

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