BRIGA ENTRE ALUNAS DE 11 E 14 ANOS EM ESCOLA ESTADUAL TERMINA COM HOMEM MORTO A TIROS EM SANTO ANDRÉ

Um homem de 36 anos morreu após ser baleado na tarde de terça-feira (30), na Rua Rossini, na Vila Camilópolis, em Santo André. Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu após uma confusão nas proximidades da Escola Estadual Padre Aristides Greve, relacionada a um desentendimento anterior entre duas alunas, de 11 e 14 anos.

A briga entre as estudantes ocorreu na semana passada. Após o episódio, a direção da escola realizou uma roda de conversa com as adolescentes e convocou as responsáveis para uma reunião de mediação.

Na terça-feira, uma das responsáveis retornou à unidade escolar para tratar do caso. Em seguida, a outra responsável também foi chamada. Já do lado de fora da escola, houve uma nova discussão entre as mulheres. Durante a confusão, os companheiros delas também passaram a discutir.

Segundo a Polícia Civil, um dos envolvidos deixou o local em uma motocicleta, retornou armado e efetuou disparos contra a vítima. O homem foi atingido, socorrido ao Centro Hospitalar Municipal (CHM) de Santo André, mas não resistiu aos ferimentos.

A perícia e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados. O caso foi registrado no 2º Distrito Policial de Santo André como homicídio e localização/apreensão de objeto. As investigações prosseguem para identificar o autor dos disparos e esclarecer todas as circunstâncias do crime.

Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) informou que é contrária a qualquer tipo de violência, dentro ou fora das escolas. A pasta afirmou que, assim que tomou conhecimento do desentendimento entre as estudantes, a equipe gestora adotou as providências necessárias, promovendo uma roda de conversa com as alunas e uma reunião de mediação com as responsáveis.

Ainda segundo a Seduc, uma das responsáveis solicitou a transferência da estudante para outra unidade escolar. A Ronda Escolar foi acionada e um boletim de ocorrência foi registrado.

A Secretaria informou também que o caso foi inserido na plataforma do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar

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