‘FOI UM ASSASSINATO’: SOB FORTE CLAMOR POR JUSTIÇA, RIBEIRÃO PIRES SE DESPEDE DE MÃE E FILHA MORTAS NA RODOVIA CASTELLO BRANCO

Mais do que uma despedida dolorosa, o velório e sepultamento de Luana Carrilho, de 32 anos, e de sua filha, Ana Luiza, de apenas 5 anos, transformou-se em um manifesto pelo fim da impunidade no trânsito. Reunidos no Cemitério Municipal São José, em Ribeirão Pires, parentes e amigos das vítimas utilizaram o espaço para ecoar um clamor uníssono: a reclassificação do caso para h0micídio doloso.

As declarações dos familiares revelam não apenas o rastro de destruição deixado na família, mas também detalhes alarmantes sobre o comportamento do condutor que causou a tragédia, Gabriel Lima da Silva.

O impacto da colisão traseira na Rodovia Castello Branco foi tão severo que o carro em que a família estava pegou fogo imediatamente, impedindo qualquer chance de sobrevivência. O maestro Eduardo Hermenezi, primo das vítimas, expressou a dor de a família não ter tido a oportunidade de um último olhar no momento da despedida devido à gravidade das queimaduras.

“A criança não conseguiu nem ser reconhecida devido à gravidade do acidente. Não tivemos nem como ver eles pela última vez. O que nós queremos é justiça mesmo, para que esse monstro pague pelo que fez, porque ele assumiu a condição de causar isso, um assassinat0, quando bebeu e pegou no volante”.

Eduardo também questionou a tipificação inicial do crime pela polícia. “No boletim já fala, os policiais falaram que ele tinha cheiro de bebida, sinais de embriaguez. Então por que colocaram como culposo? Fica essa pergunta para todo mundo”.

Elton reforçou que as informações sobre o estado do condutor foram dadas pelo próprio distrito policial de Osasco. “Os policiais falaram que o cara estava com sinais de embriaguez, tinha latinha de cerveja no carro dele. Ele se negou a fazer o bafômetro. Quem não deve, não teme. Se estivesse limpo, teria feito o teste”.

Renan Henrique, irmão de Luana e barbeiro em Ouro Fino, Ribeirão Pires, revelou a preocupação do núcleo familiar com um possível relaxamento da prisão preventiva.

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *.