Um funcionário da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Alves Dias, em São Bernardo do Campo, quebrou o silêncio e relatou detalhes inéditos sobre a grave ocorrência de agressões registrada dentro da unidade na noite de sábado (17), que terminou com o acionamento do botão do pânico e a intervenção da Guarda Civil Municipal (GCM).

O profissional contou que a violência começou ainda dentro da UPA e se estendeu até o estacionamento.

De acordo com o depoimento, a paciente havia participado de uma reunião familiar e foi levada à unidade após apresentar uma crise de ansiedade. Os acompanhantes, ainda segundo o funcionário, chegaram bastante alterados e agressivos. A primeira confusão teria começado quando uma profissional orientou que a porta deveria ser aberta de outra forma, para evitar que fosse danificada. “A moça só falou que a porta tinha que abrir ao contrário, porque ele estava quebrando a porta daquele jeito, e aí já começou a agressão”, contou.

Em seguida, a agressividade passou a ser direcionada contra os profissionais da saúde. Familiares e outras pessoas que chegaram depois passaram a agredir a equipe de forma aleatória, mesmo sem saber exatamente o que estava acontecendo. “Eles chegaram, viram que os familiares já estavam brigando e começaram a pegar a equipe sem nem saber o porquê”, afirmou.

Uma enfermeira que saiu da classificação de risco para verificar os gritos acabou sendo violentamente atacada. “A moça pegou o cabelo dela e saiu arrastando no chão. Foi esse nível de agressão que aconteceu com a equipe”, contou.

O funcionário fez questão de reforçar que, em nenhum momento, a paciente foi negligenciada. Pelo contrário, segundo ele, a equipe estava pronta para iniciar o atendimento desde o início. “A intenção já era colocar a paciente para ser atendida. A agressão foi gratuita desde o começo”, disse.

O episódio deixou a equipe profundamente abalada. Cerca de 10 profissionais de enfermagem precisaram ser afastados após as agressões.

A identidade do profissional foi preservada por questão de segurança. O caso segue sob apuração das autoridades.

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