Nesta semana, um vídeo gravado durante uma palestra realizada para funcionários de uma empresa de transporte coletivo da cidade de Mauá, no Grande ABC, e divulgado no início de março, viralizou nas redes sociais após um dos colaboradores interromper a apresentação para relatar supostas condições inadequadas de trabalho.

Durante a fala, o funcionário afirma que a empresa trata os funcionários de forma diferente, dependendo do setor, e menciona problemas como a falta de água potável, de higiene e a ausência de atenção por parte da empresa aos trabalhadores. “Quem escuta nós? Achei que essa reunião aqui seria pra nós falarmos sobre isso”, diz ele no vídeo, após ser questionado pelo palestrante se os assuntos citados já haviam sido reportados à empresa.

Pronunciamento

Após a repercussão do vídeo nas redes sociais, com quase 1 milhão de visualizações, o responsável pelas falas, Paulo Henrique, se pronunciou em seu Instagram nesta semana e afirmou que não esperava que o momento viralizasse. Segundo ele, trabalhava há 11 anos na empresa e, com o tempo, a administração teria piorado, chegando a situações como o corte de armários.

Apesar de adquirir experiência e conhecimento ao longo do período, Paulo disse que seu depoimento na palestra não foi planejado. Ele afirmou ainda que já havia conversado com o gerente sobre seu estado de saúde e a possibilidade de um acordo.

A situação registrada no vídeo ocorreu antes do período de férias. Após outros fatos relatados no ambiente de trabalho, Paulo deixou a empresa por meio de rescisão indireta, mas perdeu a ação na Justiça do Trabalho.

Atualmente, ele trabalha de forma autônoma como motorista de aplicativo e também em uma agência de turismo. Segundo ele, permaneceu na empresa por conta dos direitos trabalhistas. “A paz que estou sentindo… nunca mais quero ser CLT, e está me ajudando muito na minha renda”, finalizou.

Vídeo: TikTok @paulo19912
@paulo_henriquee1047

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