O luto e a indignação marcaram esta quarta-feira (22) para a família de Weverton Bento Magalhães, de 25 anos. No mesmo dia em que o corpo do jovem foi sepultado no Cemitério do Carminha, a Justiça decidiu, em audiência de custódia, negar a liberdade a Mariana Gabriela de Almeida Magalhães, de 26 anos. Ela é acusada de tirar a vida do marido com 11 golpes de faca, na madrugada da última terça-feira (21), no bairro Ferrazópolis.

A reportagem do ABCD Jornal e da TV São Bernardo foi recebida com exclusividade por Washington Bento da Silva, irmão da vítima. O encontro ocorreu no apartamento que pertencia à mãe deles, falecida há apenas sete meses após um infarto — uma perda que ainda abala profundamente a família e que torna o momento atual ainda mais devastador.

Clamor por Justiça

Durante a entrevista, Washington foi às lágrimas diversas vezes ao relembrar o histórico do casal. Para ele, a versão de legítima defesa apresentada por Mariana — que alega ter desarmado o marido após levar um soco — é inverídica. Segundo o irmão, Weverton era alvo recorrente de agressões. “Eu acredito que ele estava dormindo quando foi atacado”, afirmou.

Cena de horror

A brutalidade foi o fator determinante para que a liberdade fosse negada à autora. A perícia técnica contabilizou 11 perfurações no corpo de Weverton, o que, para a Polícia Civil e o Judiciário, caracteriza uma reação desproporcional e uma execução cruel.

Washington, visivelmente traumatizado, descreveu o momento em que fez a liberação do corpo do irmão no IML: “Ele estava com o olho aberto, como se estivesse pedindo socorro para tirar ele daquele lugar ali”.

O peso do passado

O fato ocorreu em uma residência que carrega um histórico trágico. Conhecida na vizinhança como “a casa da m0rte”, o local foi o mesmo onde, há duas décadas, o pai de Weverton também foi assassinado por um familiar.

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