MINISTÉRIO PÚBLICO DENUNCIA POR HOMICÍDIO MOTORISTA QUE MATOU DUAS CRIANÇAS EM DIADEMA

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou, nesta quinta-feira (16), o motorista Demóstenes Dias de Macedo, de 64 anos, acusado de atropelar e matar dois irmãos no bairro Canhema, em Diadema. Outras duas crianças também foram atingidas e sobreviveram após socorro médico.
O fato ocorreu no dia 3 de abril, quando quatro crianças brincavam na calçada. Imagens de câmeras de segurança mostram que o veículo descia a via em alta velocidade e sem controle antes de atingir as vítimas. Os irmãos Sophia, de 10 anos, e Isaias de Oliveira Santos, de 5, morreram no local.
Registros indicam que, horas antes, o motorista esteve em dois comércios consumindo bebida alcoólica. Em um deles, permaneceu cerca de 10 minutos e pagou por ao menos três latinhas de cerveja. Em outro, ficou aproximadamente 20 minutos antes de sair dirigindo. O atropelamento ocorreu por volta das 17h25.
Em depoimento à polícia, Demóstenes afirmou que ingeriu álcool e alegou ter se confundido com os pedais do carro. Ele também disse estar abalado emocionalmente por causa de uma separação recente.
Segundo o promotor de Justiça Willian Ortis Guimarães, o acusado assumiu o risco ao dirigir sob efeito de álcool e desrespeitar as condições de segurança da via. A denúncia inclui dois homicídios consumados e dois tentados, com qualificadoras como perigo comum e impossibilidade de defesa das vítimas.
Conforme o Ministério Público, ao conduzir o veículo em velocidade incompatível com a via, o motorista perdeu o controle da direção e invadiu a calçada, atingindo as quatro vítimas. O órgão aponta ainda que o atropelamento ocorreu de forma repentina, sem possibilidade de reação das crianças, o que reforça as qualificadoras apresentadas.
Se a denúncia for aceita pela Justiça, o acusado responderá por dois homicídios consumados e dois tentados, todos qualificados também pelo fato de as vítimas terem menos de 14 anos.
Após o fato, o motorista foi contido por moradores. A prisão foi convertida em preventiva após audiência de custódia.
Na denúncia, o promotor também requereu a manutenção da prisão preventiva.

