“NÃO É TRAGÉDIA PASSIONAL, É CONTROLE”, DIZ DELEGADA SOBRE SECRETÁRIO QUE TIROU A VIDA DOS FILHOS EM ITUMBIARA

O fato que chocou o estado de Goiás nesta quinta-feira (12) ganhou uma análise contundente da delegada da Polícia Civil de São Paulo, Raquel Gallinati. Em vídeo publicado para seus mais de 300 mil seguidores, a autoridade policial contestou a narrativa de “tragédia familiar” ao comentar o caso de Thales Machado, de 40 anos, secretário de Governo de Itumbiara, que fez disparos contra os dois filhos e depois tirou a própria vida.
Para Gallinati, o ato não deve ser confundido com desespero ou “amor distorcido”. A delegada classificou o episódio como um caso clássico de violência vicária.
“Quando um pai tira a vida dos próprios filhos para punir a mãe, isso tem nome. O alvo não eram as crianças. O objetivo era causar dor irreversível. Ele não mat0u por amor, mat0u por controle”, afirmou a delegada.
O Luto
Thales Machado era braço direito do prefeito de Itumbiara, Dione Araújo, de quem também era genro. Casado há 15 anos, ele teria disparado contra os filhos, de 8 e 12 anos, após supostamente descobrir uma traição.
O velório de Miguel, o filho mais velho, ocorreu nesta quinta-feira (13) na residência do prefeito e contou com a presença do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), e da primeira-dama, Gracinha Caiado, em um clima de profunda consternação política e social.
Sinais de Alerta
Em sua análise, Raquel Gallinati destacou que crimes dessa natureza raramente ocorrem sem avisos prévios. Segundo ela, o comportamento do agressor costuma ser pautado por:
Controle e posse: Monitoramento excessivo dos passos da parceira.
Ciúme patológico: Justificativa de violência através do sentimento de “traição”.
Ameaças: Uso dos filhos como ferramenta de chantagem emocional.
“Os filhos não são uma extensão de um conflito da relação. Eles não são instrumento de vingança”, reiterou a policial, reforçando que a vi0lência, nesses casos, é uma demonstração de poder, e não de sanidade corrompida pelo luto ou pela tristeza.
Investigação
A Polícia Civil de Goiás informou que já instaurou o procedimento necessário para apurar as circunstâncias do caso.
