NOVO CICLONE DEVE MUDAR O TEMPO NO FIM DE SEMANA, MAS NÃO INDICA SITUAÇÃO EXTREMA, EXPLICA METEOROLOGISTA

Sistema associado a uma frente fria deve aumentar o risco de chuvas e tempestades pontuais principalmente no Sul e no Centro-Oeste; na Região Metropolitana de São Paulo, previsão é de mudança no tempo e queda de temperatura

A formação de um novo ciclone no Sul do país deve provocar mudanças no tempo a partir desta sexta-feira (21), mas o fenômeno, por si só, não deve ser interpretado como sinal de uma situação meteorológica extrema. Segundo Hiremar Soares, meteorologista e professor de Aviação Civil da Universidade Anhembi Morumbi, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, ciclones fazem parte da dinâmica das frentes frias e seus impactos dependem principalmente da intensidade e da proximidade do sistema em relação ao continente. “Toda frente fria está associada a um ciclone. Isso é normal. O que pode trazer impactos maiores é quando esse ciclone está muito intenso e mais próximo do continente”, explica.

Neste caso, a expectativa é de que a frente fria associada ao sistema avance inicialmente pelas regiões Sul e Centro-Oeste, favorecendo a formação de áreas de instabilidade. A previsão exige maior atenção principalmente para a ocorrência de chuvas intensas e tempestades, embora os fenômenos devam ocorrer de maneira localizada.

Outro ciclone, localizado mais distante da costa, também poderá contribuir para o aumento dos ventos no litoral do Rio Grande do Sul durante o sábado (22), além de chuva e nebulosidade. A distância do sistema em relação ao continente, no entanto, reduz a possibilidade de impactos mais abrangentes.

Para o estado de São Paulo, o cenário é menos preocupante. O principal efeito deve ser a passagem da frente fria pelo litoral, prevista para a noite da sexta-feira. No fim de semana, a temperatura deve ter mínimas entre 12 e 14 graus e máximas de 25 graus, na região metropolitana e no Vale do Paraíba. No interior do estado, as temperaturas permanecem elevadas, chegando a 33 graus.

A avaliação reforça que a ocorrência de um ciclone não deve ser automaticamente associada a episódios de grande severidade. A intensidade, a trajetória e a distância do centro do sistema são fatores determinantes para definir os impactos observados em cada região.

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