PL EXPULSA PREFEITO TITE CAMPANELLA APÓS CRÍTICAS A SENADORES E APOIO ANTECIPADO A DERRITE

O diretório estadual do Partido Liberal (PL) comunicou, nesta terça-feira (07/04), a expulsão do prefeito de São Caetano do Sul, Tite Campanella. A medida drástica ocorre após declarações polêmicas do chefe do Executivo municipal durante a entrega do título de Cidadão Sulsancaetanense ao deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, no último dia 25 de março.
A crise foi deflagrada quando, em seu discurso no Plenário dos Autonomistas, Tite disparou duras críticas à atual representação paulista no Senado Federal. Embora não tenha citado nomes, o prefeito afirmou que os três senadores do estado — o que inclui o correligionário Astronauta Marcos Pontes (PL) — “absolutamente não correspondem ao que o estado espera deles”.
O Discurso e a Coletiva
Durante o evento e em entrevista coletiva subsequente, Campanella classificou a atual representatividade de São Paulo no Senado como a “pior de toda a União”. O prefeito defendeu abertamente a renovação da bancada, declarando apoio total a Guilherme Derrite para o Senado em 2026.
“São Paulo é o estado mais importante do país e tem a pior representatividade. Tenho certeza que 99% da população não sabe citar o nome de um senador que a gente elegeu”, afirmou o prefeito aos jornalistas.
Apesar das criticas aos senador do PL, o prefeito ressaltou na ocasião seu engajamento na futura pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência.
Reação
A cúpula do PL considerou as falas uma afronta direta aos seus membros eleitos, resultando no desligamento imediato do prefeito nesta terça-feira. Em resposta, Tite Campanella divulgou uma nota oficial lamentando a condução do processo e reafirmando suas críticas.
Nota Oficial de Tite
“Lamenta a forma como esse processo foi conduzido. Opiniões divergentes são a base da formação partidária e da democracia. Não retiro nada do que disse sobre a baixa qualidade da representatividade do Estado de São Paulo no Senado. Lamento, ainda, que, com minha saída, o PL de São Caetano do Sul ficará entregue a lideranças aliadas a Lula e Alckmin”.

