RELATÓRIO ANUAL APONTA MORTE DE 128 PROFISSIONAIS DA IMPRENSA EM 2025
A Federação Internacional de Jornalistas (IFJ) divulgou seu 35º relatório anual sobre profissionais da imprensa mortos em decorrência do trabalho em 2025. O documento registra 128 mortes, incluindo 11 mulheres e nove falecimentos considerados acidentais. Segundo a entidade, os números mostram que a morte de jornalistas tem sido utilizada como ferramenta de guerra, repressão e controle de informação em diversas partes do mundo.
Pelo terceiro ano consecutivo, o Oriente Médio e o Mundo Árabe foram as regiões mais letais para a imprensa, com 74 mortes, sendo 56 apenas na Palestina. O número representa 58% do total global. Outras regiões também registraram casos: 18 mortes na África, 15 na Ásia-Pacífico, 11 nas Américas e 10 na Europa.
Entre os casos destacados pelo relatório estão profissionais mortos durante conflitos armados, investigações sobre corrupção e cobertura jornalística em áreas de risco. No Sudão, quatro trabalhadores da televisão nacional morreram após ataque com drone enquanto cobriam operações militares. No Peru, um apresentador de rádio foi assassinado a tiros após denunciar irregularidades de autoridades locais. Na Índia, um jornalista investigativo foi encontrado morto após publicar reportagem sobre obras públicas.
Na Europa, mortes estão relacionadas principalmente à guerra entre Rússia e Ucrânia. Já na Palestina, jornalistas continuam sendo vítimas frequentes dos confrontos, com dezenas de registros apenas em 2025.
A IFJ defende a criação de uma convenção internacional para garantir a segurança e a independência dos jornalistas. A entidade afirma que a medida é necessária para combater a impunidade e proteger a liberdade de imprensa em todo o mundo.
Fonte: Federação Internacional de Jornalistas (IFJ)
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