TENENTE DA ROTA BALEADO NA CABEÇA TEM SEDATIVOS SUSPENSOS E APRESENTA MELHORAS PROGRESSIVAS
O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, que está internado desde o dia 27 de junho após sofrer um atentado em São Caetano, apresentou uma evolução positiva em seu quadro clínico. Em publicação realizada nas redes sociais, sua esposa, Cintia Pimentel, informou que o organismo do policial começou a reagir de forma satisfatória nos últimos dias.
Segundo a atualização dada pela família, a febre que o acometia cessou e todos os sedativos foram suspensos pela equipe médica. O processo de despertar total deve ocorrer de maneira lenta e progressiva, uma vez que o corpo ainda elimina os medicamentos aplicados ao longo do período de internação. Ronickson permanece sob o uso de antibióticos preventivos e tem demonstrado respostas graduais a estímulos. Ele segue internado na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, sofreu uma tentativa de execução no dia 27 de junho, em São Caetano do Sul Ele saía de uma academia quando foi abordado por criminosos em uma motocicleta, que emparelharam com o veículo do oficial e efetuaram disparos na região da cabeça. O policial foi socorrido pelo helicóptero Águia da Polícia Militar e submetido a cirurgias neurológicas de emergência.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontam que o crime foi minuciosamente planejado. Evidências sugerem que a rotina do tenente vinha sendo monitorada por cerca de 100 dias antes do ataque. Há suspeitas de que o atentado tenha sido coordenado por uma facção criminosa como forma de retaliação pela forte atuação do oficial no combate ao tráfico de drogas na região.
Até o momento, suspeitos de envolvimento no crime foram identificados e presos temporariamente. Ronickson integra a Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), a tropa de elite da Polícia Militar paulista, desde 2019. Ele também é conhecido publicamente por ser o irmão mais velho de Eloá Pimentel, jovem que foi vítima de um cárcere privado seguido de homicídio em 2008, caso que marcou a crônica policial do país.



