O Sindicato dos Médicos do Grande ABC divulgou nesta quinta-feira (7) uma nota pública em que denuncia o aumento de casos de violência contra profissionais da saúde em hospitais, UPAs e serviços de urgência da região.

Segundo a entidade, episódios de agressões físicas, ameaças, injúrias e ataques verbais contra médicos, enfermeiros e outros trabalhadores têm se tornado frequentes nas unidades públicas.

Entre os casos citados pelo sindicato estão agressões dentro de UPAs, ameaças a profissionais, destruição de patrimônio público e ocorrências com necessidade de intervenção da Guarda Civil Municipal. A entidade afirma que os fatos deixaram de ser situações isoladas e passaram a representar um problema estrutural de segurança ocupacional.

O presidente do sindicato, Leandro Altrão Martines, afirmou que os profissionais atuam sob medo constante e sensação de abandono institucional.

“Hoje, muitos trabalhadores entram em plantão sem saber se voltarão para casa apenas cansados ou vítimas de agressão”, declarou.

O sindicato também informou que encaminhou representação ao Ministério Público do Trabalho pedindo a instauração de inquérito civil para apurar as condições de segurança nas unidades públicas de saúde do Grande ABC.

No documento, a entidade solicita levantamento de ocorrências de violência, inspeções nas unidades com maior número de registros e adoção de medidas preventivas permanentes para proteção dos trabalhadores.

A nota também destaca impactos como adoecimento físico e mental, afastamentos, síndrome de burnout, evasão de profissionais e prejuízos ao atendimento da população.

De acordo com o sindicato, medidas atualmente adotadas em algumas unidades, como botões de pânico e acionamento remoto de apoio, são consideradas insuficientes diante da frequência dos casos.

O sindicato informou ainda que notificou prefeituras e secretarias municipais de Saúde sobre os episódios registrados nas unidades da região.

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