GLOBO SE DESTACA NO PRÊMIO GRANDE OTELO 2026 COM NOVE TROFÉUS; “MANAS” É UM DOS GRANDES VENCEDORES DA NOITE

Com cinco prêmios, “Manas”, coprodução da Globo Filmes e do Canal Brasil, venceu Melhor Longa-Metragem Ficção, garantiu a Marianna Brennand o troféu de Melhor Direção e a Dira Paes o de Melhor Atriz Coadjuvante; “O Último Azul” levou dois prêmios de atuação, para Denise Weinberg e Rodrigo Santoro

Em uma noite de celebração do cinema brasileiro, produções e coproduções ligadas à Globo conquistaram nove troféus no Prêmio Grande Otelo 2026, realizado nesta terça-feira (4), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O principal destaque foi “Manas”, de Marianna Brennand, coprodução da Globo Filmes e do Canal Brasil, que encerrou a cerimônia como o segundo longa-metragem mais premiado da noite, com cinco vitórias. O filme dividiu com “O Agente Secreto” o prêmio de Melhor Longa-Metragem de Ficção, com empate na votação, e também venceu nas categorias de Melhor Direção, Melhor Roteiro Original, Melhor Montagem de Ficção e Melhor Atriz Coadjuvante, para Dira Paes.

Ao receber o Grande Otelo de Melhor DireçãoMarianna Brennand destacou o alcance de “Manas” e a importância de levar ao cinema uma história centrada nas experiências de mulheres: “É simbólico que eu seja a única mulher nesta categoria e justamente com um filme sobre mulheres, sobre o feminino. Um filme que fala de violências terríveis, cotidianas e universais. ‘Manas’ deu luz a uma realidade que acontece no Marajó, mas infelizmente a gente sabe que essa violência acontece do nosso lado. Nesses dois anos em que o filme percorreu o mundo, isso foi dito para a gente em todas as sessões, em todas as cidades e em todos os países. E as pessoas vêm me agradecer pela coragem de fazer esse filme. Viva o cinema brasileiro. Viva as manas. Vamos quebrar os silêncios”.

Premiada como Melhor Atriz Coadjuvante por sua interpretação de Aretha, Dira Paes celebrou o reconhecimento após mais de quatro décadas dedicadas ao cinema. “Um prêmio como esse, por um filme como esse, é combustível para a vida, para a gente se reinventar. ‘Manas’ é um filme corajoso, capaz de sensibilizar o mundo com uma história que não é palatável para ninguém. É um recorte do Brasil, mas o que nos traduz é a nossa capacidade de ir além das dificuldades”.

Outro destaque da noite foi “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro, coprodução da Globo Filmes, que conquistou dois dos principais prêmios de atuação. Denise Weinberg foi escolhida Melhor Atriz de Longa-Metragem por sua interpretação como Teresa, enquanto Rodrigo Santoro venceu como Melhor Ator Coadjuvante por viver Cadu.

Ao receber seu primeiro Grande Otelo como protagonista no cinema, Denise Weinberg comemorou também um momento especial de sua vida. “É meu primeiro prêmio como protagonista no cinema. Obrigada por comemorarem meus 70 anos comigo dessa maneira”, afirmou.

Rodrigo Santoro aproveitou o discurso para defender a continuidade do bom momento vivido pelo audiovisual brasileiro. “Espero que a gente nunca mais precise de uma retomada. Que o prestígio internacional conquistado pelo cinema brasileiro, a pluralidade criativa e a reconexão com o público se transformem em fortalecimento estrutural da nossa indústria, para que a gente continue produzindo, sonhando e realizando”.

Na categoria de Melhor Longa-Metragem Comédia, “Velhos Bandidos”, coprodução TV Globo, conquistou o troféu que marcou o retorno da categoria ao Prêmio Grande Otelo. Como o diretor Claudio Torres não pôde comparecer à cerimônia, a produtora executiva Juliana Capelini leu uma carta de agradecimento enviada por ele, na qual o cineasta destacou a importância de sua mãe, Fernanda Montenegro, para a realização do filme. “Ela foi o ímã em torno do qual esse filme foi construído. Aos 96 anos, continua contemporânea e vital para a arte brasileira”, escreveu.

Entre as séries, o original Globoplay “Caçador de Marajás” venceu como Melhor Série Brasileira de Documentário para TV Aberta, TV Paga ou Streaming.

As nove conquistas no Prêmio Grande Otelo 2026 reforçam a presença da Globo em diferentes frentes do audiovisual brasileiro, reunindo produções autorais, documentários, comédias e séries que ampliam o alcance das histórias brasileiras nas telas.

Realizada anualmente pela Academia Brasileira de Cinema, a cerimônia foi apresentada por Marieta Severo e Silvia Buarque. Mãe e filha comandaram a noite que celebrou os 25 anos de premiações da instituição. Com mais de seis décadas de carreira, Marieta também esteve à frente da primeira edição, realizada em 2002. O evento foi transmitido ao vivo para todo o país pelo Canal Brasil e pelo canal da Academia no YouTube.

Abaixo, confira todos os títulos da Globo premiados no Prêmio Grande Otelo 2026:

VENCEDORES – PRÊMIO GRANDE OTELO 2026

“Manas” (Globo Filmes e Canal Brasil)

Melhor Longa-metragem Ficção: “Manas”, de Marianna Brennand. Produção: Carolina Benevides e Marianna Brennand por Inquietude; Beto Gauss e Francesco Civita por Pródigo.

Melhor Direção: Marianna Brennand.

Melhor Atriz Coadjuvante: Dira Paes, como Aretha.

Melhor Roteiro Original: Felipe Sholl, Marcelo Grabowsky, Marianna Brennand, Carolina Benevides, Antonia Pellegrino e Camila Agustini.

Melhor Montagem de Ficção: Isabela Monteiro de Castro.

“O Último Azul” (Globo Filmes)

Melhor Atriz de Longa-metragem: Denise Weinberg, como Teresa.

Melhor Ator Coadjuvante: Rodrigo Santoro, como Cadu.

“Velhos Bandidos” (TV Globo)

Melhor Longa-metragem Comédia: “Velhos Bandidos”, de Claudio Torres. Produção: Claudio Torres, Renata Brandão e Juliana Capelini por Conspiração.

“Caçador de Marajás” (Original Globoplay)

Melhor Série Brasileira de Documentário para TV Aberta, TV Paga ou Streaming

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