PROJETO NACIONAL DE ARTES E ROBÓTICA, ENGENHOKA CHEGA EM SÃO BERNARDO DO CAMPO

Iniciativa do Instituto Burburinho Cultural, inaugura novos estúdios em sete escolas públicas, mobilizando um total de 420 alunos 

O projeto Engenhoka, iniciativa do Instituto Burburinho Cultural, inicia sua terceira  edição em seis cidades do Brasil. O programa nacional, que integra arte e robótica no  ambiente escolar, aterrissa com seus estúdios makers no Rio de Janeiro, São Paulo,  Salvador, Curitiba, Macaé e São Bernardo do Campo. A iniciativa acontece no período  entre agosto e dezembro de 2026 e envolve estudantes da rede pública em um curso  de aproximadamente 40 horas de formação em robótica educacional e artes  visuais. Por meio de um estúdio maker instalado na própria escola, com impressoras  3D, tablets e materiais pedagógicos, a proposta busca estimular criatividade,  raciocínio lógico e concentração, além de ampliar o acesso a tecnologias e linguagens  artísticas entre crianças e jovens. 

Com a chegada da terceira edição, o Engenhoka passa a contar com seis polos  educacionais em diferentes regiões do país, mobilizando 420 estudantes de  escolas públicas nos estados do Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo e Bahia. Durante

as oficinas, os alunos participam de atividades práticas que conectam conhecimentos  científicos e artísticos, explorando a criação de robôs e objetos inspirados em  referências da história da arte. 

A produtora executiva do Instituto Burburinho Cultural, Joelma Veiga, destaca o  impacto social e educativo do projeto no cotidiano dos estudantes. 

“Estar no Engenhoka é reafirmar diariamente que a cultura é uma ponte de  oportunidades. Meu papel é ajudar a construir caminhos para que esses alunos se  reconheçam como potência. A cultura abre caminhos, desperta talentos e mostra para  essas crianças e jovens que eles podem ocupar qualquer espaço que desejarem.” 

Depoimento dos alunos 

“O Engenhoka me ensinou muito mais do que robótica. Aprendi a me organizar  melhor, a trabalhar em equipe e a enxergar novas possibilidades para materiais que  muitas vezes seriam descartados. Antes, eu descobri que sustentabilidade e  tecnologia eram coisas completamente diferentes, mas o projeto me mostrou que é  possível unir robótica, arte e materiais recicláveis para criar algo novo. O que eu mais  gostei foi a liberdade de pensar, criar e desenvolver o projeto do nosso jeito”, afirmou Daniel Valandro Reis, 11 anos, aluno do 6º ano, campeão do Engenhoka, Rio de  Janeiro, na segunda edição. 

“Foi no projeto que encontrei uma paixão pela pintura e desenvolvi mais confiança  para trabalhar em equipe. O que mais me marcou foi a liberdade de criar,  experimentar e transformar ideias em realidade com o apoio dos educadores. Foi uma  experiência que ampliou minha criatividade e me mostrou que sou capaz de muito  mais do que imaginava”, disse Elisa Jocelim da Silva, de 13 anos, aluna destaque  pela sua criatividade e liderança na segunda edição no Rio de Janeiro. 

Arte, ciência e cultura maker 

O Engenhoka é um projeto multidisciplinar que busca aproximar as artes e a ciência  no processo de aprendizagem. Nas oficinas, os estudantes exploram técnicas de  artes visuais ao mesmo tempo em que aprendem conceitos de robótica educacional,  compreendendo como diferentes áreas do conhecimento podem dialogar na criação  de novos objetos e ideias.

O método pedagógico é dividido em cinco módulos, desenvolvidos por instrutores e  monitores em cada escola participante. Cada estudante recebe um box maker, com  materiais utilizados ao longo das aulas. A metodologia de robótica educacional foi  desenvolvida pela PiCode Education , especializada em cultura maker aplicada à  educação, que também estruturou a linha do tempo e a base pedagógica das  atividades. O conteúdo conecta princípios da robótica a obras de artistas visuais que  transformam paradigmas entre os séculos XIX e XX. 

Ao final do projeto, toda a estrutura utilizada nas oficinas, incluindo equipamentos e  mobiliário do estúdio maker, é doada à instituição de ensino, fortalecendo o acesso  permanente a recursos pedagógicos inovadores. 

Engenhoka e ODS 

Além dos impactos educacionais e criativos na vida dos alunos, o projeto Engenhoka  também contribui para importantes metas dos Objetivos de Desenvolvimento  Sustentável (ODS) da ONU. As atividades promovem acesso à educação de  qualidade (ODS 4), estimulam a inclusão e ajudam a reduzir desigualdades (ODS 10).  Também fortalece a cidadania (ODS 16), incentiva o trabalho em equipe e o  protagonismo dos alunos, além de reunir parceiros de diferentes setores em torno de  um objetivo comum de transformação social (ODS 17). 

O Engenhoka é viabilizado através da Lei de Incentivo à Cultura. A iniciativa conta com patrocínio Otis, Trident Energy, SLB, Wilson Sons,  Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), ExxonMobil, Prefeitura da Cidade do  Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, e é realizada pelo Instituto Burburinho  Cultural e Ministério da Cultura. 

SERVIÇO: 

Projeto Engenhoka –

ESTÚDIOS DE ARTE, TECNOLOGIA E CIÊNCIA – 3ª EDIÇÃO

O que é: curso de 40 horas que integra robótica educacional e artes visuais em  estúdio maker. 

Escolas que receberão o projeto em São Bernardo do Campo:

Escola 2: E.E. Brazilia Thondi
Evento de abertura: 1/9
Início das aulas: 8/9
Grade de horários:
Turma 1: TER – 9:30h às 12:30h
Turma 2: TER – 13h às 16h
Turma 3: QUA – 9:30h às 12:30h
Turma 4: QUI – 13h às 16h
Escola 1: E.E. José Jorge do Amaral Professor
Evento de abertura: 2/9
Início das aulas: 9/9
Grade de horários:
Turma 1: QUA – 9h às 12h
Turma 2: QUA – 13h às 16h
Turma 3: SEX – 9h às 12h
Turma 4: SEX – 13h às 16h

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