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Imprudência provocou morte de um homem no litoral de São Paulo. Livro alerta crianças sobre esse risco  

O artigo 132 do Código Penal diz que expor a vida ou a saúde de outra pessoa a perigo direto e iminente é crime passível de detenção, de três meses a um ano, se o fato não constituir crime mais grave. Exemplo disso aconteceu esta semana, na praia de Indaiá – Bertioga, no litoral de São Paulo, quando vidro moído, popularmente chamado de cerol, rasgou o paraglider que transportava um professor de educação física, que também atuava como instrutor de voo, e uma jovem durante um passeio turístico. A queda levou o professor à morte e deixou a moça bastante ferida.  

O livro ‘Pássaro de Seda’ (que significa pipa), da escritora Isa Colli, fala exatamente sobre esse perigo. Para a autora, não é preciso largar a tradição, desde que se tenha atenção. “Empinar pipa não é ilegal, é um passatempo saudável, mas é preciso estar atento ao local onde se está praticando a brincadeira. E, claro, nunca se deve usar cerol. É só seguir as regras e respeitar o próximo que ninguém ficará exposto ao perigo”, opina Isa.  

Fábio, o personagem da obra ‘Pássaro de Seda’, fazia suas pipas só com a linha, nunca usava vidro moído para cortar as pipas como faziam alguns colegas porque ele aprendeu com seus pais que o cerol poderia causar acidentes. O livro chama atenção, inclusive, para a responsabilidade dos pais no âmbito cível pelas consequências da brincadeira no caso de crianças e adolescentes.   

O título também alerta para o perigo de soltar balões. Quando o Fábio vai comprar materiais para fazer seus papagaios, o vendedor sugere que ele faça um balão. O menino decide não levar adiante a ideia porque tinha consciência dos riscos de provocar uma tragédia na natureza.  

“Eu também incluí na história esse tema porque, apesar de ser crime, ainda é muito frequente o hábito de soltar balões no Brasil. Muitas pessoas ignoram os danos que podem provocar.”, afirma Isa. 

A história mostra, ainda, os locais apropriados para praticar a brincadeira e chama a atenção para materiais proibidos na confecção do artefato. “Os lugares mais adequados são campos de futebol, praças abertas e outros espaços sem risco para ciclistas, pedestres, motociclistas, residências e aviões”, diz a escritora.  

Isa completa: “há um risco grande de acidentes também envolvendo linhas de energia elétrica, tanto para quem empina a pipa, quanto para quem solta balões. Espero contribuir para lançar uma sementinha e conscientizar as crianças quanto aos riscos dessas duas brincadeiras, quando não há responsabilidade”, conclui a autora. 

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